Líderes da Igreja Zion foram julgados em agosto e permanecem presos. Organizações cristãs pedem atenção internacional e oração pela liberdade dos oito.
Oito líderes da Igreja Zion, uma das conhecidas igrejas protestantes não registradas da China, continuam presos e aguardam os veredictos após China: oito líderes cristãos aguardam veredictos após repressão à Igreja
terem sido julgados entre os dias 14 e 18 de agosto.
O grupo ficou conhecido internacionalmente como “Zion 8” e é formado pelos pastores Wang Lin, Gao Yingjia, Yin Huibin, Liu Zhenbin, Lin Shucheng e Wang Cong, pelo presbítero Wang Zhong e por Wu Qiuyu, esposa de um pastor da igreja.
Os oito foram presos durante uma operação realizada pelas autoridades chinesas em outubro de 2025, que atingiu líderes e membros da Igreja Zion em diferentes cidades.
Acusações contra os líderes
De acordo com organizações que acompanham o caso, os cristãos são acusados de fraude e de práticas comerciais ilegais. Entre as acusações está a arrecadação de dízimos e ofertas por uma igreja que não possui registro oficial junto às autoridades chinesas.
Para defensores da liberdade religiosa, o caso levanta sérias preocupações sobre a forma como o governo chinês trata igrejas que não estão submetidas ao controle estatal.
A ChinaAid também denunciou que o processo judicial avançou em ritmo considerado incomum para um caso dessa natureza. Advogados de defesa afirmaram ter recebido pouco tempo para analisar um processo que envolveria centenas de volumes de documentos. (Fonte: China Aid)
Até 26 de agosto, os veredictos ainda não haviam sido anunciados.
A libertação do pastor Ezra Jin
O caso ganhou ainda mais atenção depois que o pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Igreja Zion, foi libertado e autorizado a deixar a China em julho.
Sua libertação foi recebida com gratidão por cristãos e organizações de liberdade religiosa. No entanto, familiares dos outros oito líderes presos reforçaram que a libertação de Jin não significa o fim da perseguição contra a Igreja Zion.
Sarah Su, esposa de Wang Lin, pediu que a atenção internacional continue voltada para os oito cristãos que permanecem presos.
“Estamos muito gratos pelo que Deus fez”, afirmou ela, segundo a Baptist Press. “Mas ainda há oito pessoas na Igreja Zion que não foram libertadas.” (Fonte: Baptist Press)
Famílias também enfrentam as consequências
A prisão dos líderes não afeta apenas aqueles que estão atrás das grades.
Segundo relatos divulgados por organizações cristãs, familiares enfrentam separações prolongadas e dificuldades emocionais e financeiras. No caso de Wang Lin, sua esposa relatou que ele teria perdido cerca de 16 quilos durante o período de detenção.
Wu Qiuyu também permanece entre os oito presos. Seu marido, o pastor Yang Jun, relatou que os dois filhos pequenos do casal estão sendo cuidados pelos avós enquanto a mãe permanece detida.
A situação mostra que a perseguição religiosa não atinge somente os líderes de uma igreja. Ela alcança famílias inteiras.
Uma Igreja que continua sendo perseguida
A Igreja Zion foi fundada em Pequim e se tornou uma das redes de igrejas domésticas mais conhecidas da China. Igrejas não registradas enfrentam restrições e podem ser alvo de vigilância, interrogatórios, fechamento de locais de culto e prisão de seus líderes.
A repressão contra a Igreja Zion faz parte de um contexto mais amplo de controle das atividades religiosas independentes na China.
Organizações cristãs estimam que centenas de líderes religiosos permaneçam presos no país. Uma estimativa citada pela Baptist Press aponta que cerca de 200 líderes de igrejas estariam encarcerados por causa de seu trabalho cristão, embora seja difícil estabelecer um número preciso.
A nossa resposta é orar
Enquanto os oito líderes aguardam uma decisão das autoridades chinesas, cristãos ao redor do mundo são chamados a não esquecer seus nomes.
Ore por Wang Lin, Gao Yingjia, Yin Huibin, Liu Zhenbin, Lin Shucheng, Wang Cong, Wang Zhong e Wu Qiuyu.
Ore para que Deus fortaleça cada um deles durante a prisão.
Ore por suas famílias, especialmente pelos filhos que estão crescendo longe dos pais.
Ore para que os juízes sejam justos e para que os líderes sejam libertados.
E ore pela Igreja na China. Que, mesmo diante da pressão, vigilância e perseguição, os cristãos permaneçam firmes em Cristo.
A prisão de oito irmãos não significa que a Igreja deixou de existir. Pelo contrário. É um lembrete de que, em muitos lugares, seguir Jesus ainda exige coragem.
Não podemos permitir que esses nomes sejam esquecidos.
A Igreja livre precisa se lembrar da Igreja perseguida.
Fonte principal: Baptist Press, com informações complementares da ChinaAid e de organizações que acompanham o caso.
