Líderes de uma das maiores igrejas cristãs subterrâneas do país foram detidos sob acusação de “atividades religiosas ilegais”; familiares estão sem contato e há denúncias de tortura.

 

 

Em mais um duro golpe contra a liberdade religiosa, o governo da China prendeu mais de 30 pastores e líderes da Zion Church, uma das maiores igrejas cristãs subterrâneas do país. Entre os detidos está o pastor Ezra Jin Mingri, figura conhecida por sua atuação evangelística e por ter resistido às tentativas do regime de controlar a igreja.

 

Segundo a agência Reuters, as prisões ocorreram em diversas províncias chinesas, incluindo Pequim e Guangxi, como parte de uma operação coordenada para sufocar atividades religiosas não registradas pelo Estado. A Zion Church, que se recusa a se filiar à Associação Patriótica Católica Chinesa — instituição religiosa subordinada ao Partido Comunista —, vinha sendo monitorada há anos por promover cultos e conteúdos cristãos online sem autorização governamental.

 

Controle digital e repressão ideológica

 

 

De acordo com novas diretrizes aprovadas pelo governo chinês, qualquer publicação de conteúdo religioso na internet precisa ser previamente autorizada. Plataformas cristãs, aplicativos bíblicos e transmissões de cultos têm sido bloqueados sistematicamente. A acusação formal contra os pastores seria o “uso ilegal de redes de informação”, o que, na prática, criminaliza a pregação e o discipulado digital.

 

Organizações de monitoramento religioso, como a ChinaAid e a International Christian Concern (ICC), denunciam que os pastores foram levados a centros de detenção secretos e mantidos incomunicáveis. Familiares relatam que não receberam nenhuma notificação oficial sobre o paradeiro dos líderes e temem casos de tortura e maus-tratos.

 

“O regime “O regime chinês vê o cristianismo independente como uma ameaça direta à sua autoridade. Essa operação contra a Zion Church mostra que a perseguição está se intensificando, especialmente contra líderes influentes”, afirmou um porta-voz da ChinaAid.

chinês 

 

Igreja subterrânea: fé em meio à repressão

 

 

A Zion Church, fundada em 2007 em Pequim, cresceu rapidamente e chegou a reunir mais de 1.500 fiéis antes de ser fechada à força em 2018. Desde então, os membros se dividem em pequenos grupos domésticos e mantêm sua comunhão por meio de encontros secretos e transmissões online.

 

A repressão atual é considerada uma das maiores desde o fechamento da igreja, marcando uma nova fase da política de “sinicização” da religião — um projeto do Partido Comunista que busca moldar todas as expressões de fé à ideologia do Estado e ao culto à figura do presidente Xi Jinping.

 

Reações internacionais

 

 

Diversos grupos de direitos humanos pediram uma resposta da comunidade internacional. A Open Doors classificou o episódio como “alarmante”, lembrando que a China figura na posição 19 da Lista Mundial da Perseguição 2025, publicada pela organização.

 

“O caso da Zion Church é um símbolo do que muitos cristãos enfrentam na China: fé sob vigilância constante e risco de prisão apenas por se reunir para orar”, afirmou um relatório recente.

vê 

 

Um chamado à oração

 

 

Cristãos ao redor do mundo têm se mobilizado em intercessão pelos pastores presos e suas famílias. A Sal & Luz Store e o Portal Sal & Luz reforçam esse clamor, pedindo que a igreja global se mantenha vigilante e firme na oração por seus irmãos na fé que sofrem por causa do Evangelho.

 

 

 

📍 Fonte: Reuters, AP News, ChinaAid, ICC, Open Doors

o cristianismo independente como uma ameaça direta à sua autoridade. Essa operação contra a Zion Church mostra que a perseguição está se intensificando, especialmente contra líderes influentes”, afirmou um porta-voz da ChinaAid.